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Parada Obrigatória!

Por Carolina Leão | Fotos Sérgio Lobo

Recheadas e confeitadas, as massas doces são um convite aos paladares mais gulosos.

Edição 34 - Revista Engenho de Gastronomia

A Engenho de Gastronomia é uma revista bimestral, feita por excelentes jornalistas gastronômicos que mostram talentosos chefs e gostosas receitas. A revista é encontrada nas bancas de Recife, João Pessoa, Maceió e em todas as Livrarias Cultura do Brasil, e pode ser assinada de qualquer lugar do Brasil.

Sobremesa

A história das massas, um dos alimentos mais consumidos por sua fartura de calorias e sabor, se confunde com a história da própria civilização. A aquisição de técnicas de preparo e conservação de refeições compostas por cereais como o trigo, que permitiu ao homem elaborar cardápios sofisticadíssimos. Ele, aliás, forma a base das mais variadas guloseimas saboreadas diariamente. E cada cultura tem a sua própria receita, com ingredientes que fazem reverência às tradições populares, étnicas, religiosas de sua nacionalidade. Presença obrigatória em festas, rituais e celebrações, as massas doces compõem um capítulo à parte nesse processo histórico milenar. Dispostas em camadas finíssimas, recheadas com frutas ou caprichosamente confeitadas, as massas adocicadas são um afago no paladar dos mais gulosos, seja trazendo iguarias in natura ou caldas artificiais.

É assim com o filhós, docinho tipicamente português à base de trigo e ovo, que se tornou uma das expertises culinárias das mães nordestinas. Polvilhados de açúcar e canela e servidos quentinhos, esses bolinhos ultrapassaram o consumo na data natalina, quando eram tradicionalmente servidos com mel e vinho do Porto, para rechear as mesas pernambucanas. O típico gosto de infâncias das bandas pernambucanas.

Popular nas lanchonetes dos shoppings, os brownies se tornaram hoje o hit da garotada. Mas não tem paladar mais maduro que resista ao sabor e textura marcante desse pequenino bolo. Dono de uma maciez única, os brownies são crocantes e durinhos por fora, impreterivelmente recheados por nozes ou amêndoas picadinhas. Impossível resistir a essa delícia, cuja origem é creditada à culinária americana, que suprimiu a adição de fermento da receita do bolo de chocolate original.

Também integrante de uma culinária nacional, o strudel se tornou um dos quitutes mais conhecidos da gastronomia alemã, muito embora a Áustria e Hungria sejam considerados o seu país de origem. Os ingredientes dessa massa folhada são quase os mesmos do bolo comum: farinha, água, manteiga e ovo. O que muda é a técnica do confeiteiro de abrir a massa de forma a torná-la tão fina e delicada quanto uma folha – ponto alcançado pelo uso de um rolo próprio que faz a pressão responsável por sua maciez. No recheio, frutas como passas e maçã, polvilhadas de canela e açúcar.

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