Adorada bruschetta
Por Fernando de Albuquerque | Fotos Sérgio Lobo
Receita que nasceu rústica surge em versões experimentais e conquista os restaurantes brasileiros.
A Engenho de Gastronomia é uma revista bimestral, feita por excelentes jornalistas gastronômicos que mostram talentosos chefs e gostosas receitas. A revista é encontrada nas bancas de Recife, João Pessoa, Maceió e em todas as Livrarias Cultura do Brasil, e pode ser assinada de qualquer lugar do Brasil.
Tradição é a marca maior do que foi sedimentado pela cozinha italiana no imaginário coletivo. Da pizza ao canelone, do macarrão à lasanha. Tudo passa por uma densa história que envolve, por bem ou por mal, o sabor emblemático da rusticidade e o carinho da "nona". E com as bruschettas não poderia ser diferente. A receita original é da antiguidade italiana e não continha grandes segredos. Cortavam-se as sobras da massa do dia anterior.
Tostava-se a base, esfregada com a essência do tempero na cozinha. Depois, bastava o toque final do óleo de oliva, acrescido de sal e pimenta-do-reino. Hoje, a iguaria tem uma série de opções de molhos e condimentos subvertendo a ideia dos trabalhadores rurais italianos e nutrindo a ousadia dos chefs, que se lançam no embate de construir itens agregadores à receita tradicionalíssima.
A bruschetta mais conhecida é a clássica que leva o onipresente tomate. Manjericão, queijo parmesão e o tipo e o tamanho do pão vão ao gosto do chef. "A bruschetta é um prato muitíssimo simples, altamente nutritivo e saboroso. É divertido prepará-la. O sabor dessa mistura é inigualável, passa longe da pizza e não chega aos pés de um sanduíche", comenta o chef do Ponte Nova, Joca Pontes. E entre tantas receitas e invenções no recheio, há até livro com 365 tipos de bruschettas. Uma para cada dia do ano. Na verdade, vale mesmo a criatividade do cozinheiro.
Já para a gerente de gastronomia do Quanto Prima, Danielle Cantanhede, o que há de mais interessante no preparo das bruschettas são as possibilidades de experimentação. "A bruschetta é livre. Tal como o pão, é possível utilizar quase tudo, permitindo combinações inovadoras e experimentações cujo limite é a imaginação", comenta ela.
















