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As aventuras gastronômicas de Spok

Por Carolina Leão

O maestro conta peripécias de sua adaptação à culinária internacional.

Edição 34 - Revista Engenho de Gastronomia

A Engenho de Gastronomia é uma revista bimestral, feita por excelentes jornalistas gastronômicos que mostram talentosos chefs e gostosas receitas. A revista é encontrada nas bancas de Recife, João Pessoa, Maceió e em todas as Livrarias Cultura do Brasil, e pode ser assinada de qualquer lugar do Brasil.

Geladeira

Deu um trabalho danado, como se diz no Nordeste, entrevistar o Maestro Spok para esta edição da Revista Engenho. Spok não para. Muito menos no carnaval, período em que se torna onipresente na folia pernambucana capitaneando a versátil Spok Frevo Orquestra. Spok, alcunha cinematográfica do músico Inaldo Cavalcanti, esteve à frente, nos últimos anos, do projeto estético responsável por dar um sopro de vida ao mais pernambucano dos gêneros musicais. Desde 2004, o músico virou notícia internacional ao experimentar inúmeras possibilidades de criação dessa verdadeira instituição cultural pernambucana. Com o sucesso e reconhecimento, vieram viagens pelo mundo e, claro, a aquisição de novos conceitos e sabores gastronômicos.

Nascido em Igarassu e criado em Abreu e Lima, município da região metropolitana do Recife, a 16 km da capital, Spok é bom apreciador da fartura e versatilidades das massas. Como bom recifense, adora comidas de milho, típicas do São João - uma das festas mais populares do Nordeste. Cauteloso, o músico não abre mão de provar novos sabores, mas confessa suas precauções na hora de devorar os pratos regionais, dos festivais que tem participado. De 2008 para 2009, foram mais de 60 shows fora do Brasil. Algumas de suas incursões pelos quitutes mais exóticos, ele conta com exclusividade à Engenho.

Você se adapta bem a culinária estrangeira? Gosta de experimentar?

Quando viajo, gosto de conhecer a gastronomia dos países. É uma forma de identificar o aspecto cultural daquele local. Acho sensacional. Mas quando ficamos muito tempo, como 15 ou 20 dias, fica um pouco mais difícil. Tenho que recorrer a outras comidas, que não sejam tão locais, para dar uma descansada. Quando passamos muito tempo num local, sempre vou à cidade e procuro um restaurante que sirva massas.

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