Um cenário de sonho e fantasia
Por Carolina Leão | Fotos Sérgio Lobo
Para Turíbio e Zezinho Santos, espaços gastronômicos devem ser lúdicos e funcionais.
A Engenho de Gastronomia é uma revista bimestral, feita por excelentes jornalistas gastronômicos que mostram talentosos chefs e gostosas receitas. A revista é encontrada nas bancas de Recife, João Pessoa, Maceió e em todas as Livrarias Cultura do Brasil, e pode ser assinada de qualquer lugar do Brasil.
O casal Turíbio e Zezinho Santos foi notícia em Pernambuco, em setembro de 2009, quando protagonizou o primeiro casamento gay da história da alta sociedade do Estado. Companheiros afetivos, os arquitetos também dividem a assinatura de projetos luxuosos que podem ser vistos em residências, estabelecimentos comerciais e de entretenimento em todo o Brasil. Desde 2002, a dupla vem se especializando na criação de ambientes especialmente elaborados para espaços gastronômicos. O número de projetos para restaurantes e bares assinados pela equipe do Santos e Santos Arquitetura é de 102, incluindo 9 em andamento, entre eles três unidades da sorveteira Fri-Sabor, o restaurante do Spa Oasis em Gravatá, o Boteco em Goiânia e o Real Botequim em São Luís, no Maranhão - além de outros três sobre os quais eles mantém segredo, a pedido dos clientes.
Estilosos e funcionais, os ambientes pensados pela dupla Turíbio e Zezinho Santos se destacam, sobretudo, pelo aspecto lúdico de sua forma e decoração. É, assim, por exemplo, com a hamburgueria Pin Up, inspirada nas lanchonetes dos anos 50. “Fizemos uma pesquisa forte dos anos 50. Mas aquela lanchonete que se vê na Pin Up é uma idealização, uma lembrança coletiva do que teria sido aquela época”, explica Zezinho, sobre a releitura. A sorveteria Fri-sabor segue a mesma proposta. “Eles (os proprietários) queriam algo bem moderno. Cheguei a desenhar a casa dos Jetsons. Para a sorveteria, imaginamos um futuro pensado nos anos 50, década em que ela foi aberta”, completa o arquiteto.
Ao contrário dos projetos pensados para residências, a arquitetura comercial precisa ser rentável. Milionários excêntricos e burgueses endinheirados podem ser dar ao luxo de investir em ambientes non senses ou exagerados, em suas casas. “No restaurante, tudo tem que se pagar. Nada é feito só pelo capricho; tudo tem uma funcionalidade”, explica Zezinho. Apesar dessa primeira restrição, o arquiteto atesta que tem plena liberdade para criar o cenário a partir do estilo da dupla. Um cenário feito para cativar, adianta. “Um restaurante não é um lugar que você passa o resto da vida. Você não enjoa tão facilmente. Assim, é possível criar um ambiente de fantasia”, conceitua.
















